experimentar uma nova vida na aldeia, casa tradicional, varal HN1013_bororo
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interior da nova casa e uso do fogão a gás que já faz parte dos atuais costumes HN5595_bororo
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luz, interior da casa HN6385_bororo
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casa central (baito) e outras casas em construção HN5705_bororo
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depois da chuva HN6048_bororo
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bicicleta, casa, baito HN6199_bororo
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oficina de pintura em tecido HN6327_bororo
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familia se readaptando ao banho no rio HN6365_bororo
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interior do baito - também conhecida como a casa dos homensHN5573_bororo
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interior da casa nova - quarto sem paredes de alvenaria HN6290_bororo
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O projeto Meri Ore Eda, que significa na língua Bororo "Morada dos Filhos do Sol", foi proposto pelo próprio povo Boe, com o objetivo principal resgatar e preservar a tradição, os costumes tradicionais da cultura Bororo.

 

A proposta foi criar uma aldeia tradicional modelo, dentro da reserva Meruri (município de General Carneiro – MT), com toda a arquitetura fundamentada na sua ancestralidade, oito casas dispostas em forma de círculo, construídas em madeira e palha de buriti trançadas. No centro está o pátio, lugar de cerimônia, danças e onde fica também o Baito - casa dos homens - local onde são realizadas as reuniões e tomadas as decisões importantes para o coletivo. O Baito, com seu eixo maior na orientação Norte / Sul, e seu eixo menor Leste / Oeste, divide a aldeia em duas metades: Eceráe e Tugarége.  Uma normativa que estabelece e regula a sociedade dividida em clãs e sub-clãs, e representados na espacialidade da Bóe e -wá, aldeia Bororo, onde a disposição das moradas ao redor do círculo possui uma marcação definida e imutável assentada pela ordem de igualdade e complementaridade.

 

"Temos que preservar nossa cultura para que sejamos preservados. O povo existe se ele tiver cultura, tradição", afirmou Paulo Miriekuréu, liderança indígena Bororo e proponente do projeto junto ao Ministério da Cultura (em 2004).